Mãe de autista se cobra todos os dias. Carrega dúvidas profundas. Vive com a sensação de que tem que ser mais que perfeita para não falhar com o filho. E o que ela menos precisa é de mais uma opinião aleatória, outro pitaco vazio ou daquele julgamento disfarçado de conselho.
O que ela necessita mesmo é de rede!
Rede de apoio real, que não exige que ela seja forte o tempo todo.
Rede que diz: “Descansa! Eu seguro com você.”
Rede que não invalida seu cansaço, nem questiona sua dor e compara seu filho com o filho do vizinho.
Opiniões podem até vir com “boa intenção”. Mas quando o impacto é de culpa, de nada servem. Ao contrário, rede faz a diferença. Rede é suporte. É estrutura. É poder coletivo.
E quando essa rede é formada por escola, profissionais, família ampliada, comunidade, a mãe respira. Ela reorganiza seu emocional. Tem fôlego para continuar fazendo o que ninguém vê, mas que transforma a vida do filho.
Porque as mães não precisam de plateia. Elas precisam, sim, de gente que esteja disposta a entrar junto no jogo.
