“Parar birra”, “fazer obedecer” ou “fazer se comportar” não é manejo comportamental. Isso é visão ultrapassada e prática ineficaz. Resumindo: comportamento é resposta do corpo ao ambiente. E, se o corpo está sobrecarregado sensorialmente, não existe técnica que funcionará antes da regulação.
Por isso, manejo eficaz começa no entendimento do que antecede o próprio comportamento. Quais estímulos, gatilhos, sons, demandas, dores e sensações perpassam aquela criança naquele minuto. Essa leitura sensorial ajudará a encontrar a resposta necessária.
A regulação demanda pausas, recursos sensoriais, previsibilidade, empatia e linguagem acessível. Só então, é possível retomar a rota pedagógica e conduzir a criança para o eixo pretendido.
Vale ressaltar: A criança não está tentando desafiar o adulto. Ela está apenas tentando sobreviver ao excesso.
Em outras palavras, manejo comportamental não é controle, é cuidado! É acolher primeiro o organismo para depois orientar a conduta. Porque comportamento não se corrige com grito, constrói-se com compreensão.
