Quando a gestão da inclusão acontece sem planejamento adequado e não estabelece um fluxo definido entre Saúde, Educação e Assistência, a família passa a ser a ponte entre os setores. Ela carrega papel de um lado pro outro, repete sua história em cada atendimento, tenta traduzir e compreender linguagem técnica, e, no fim, só se desgasta e se culpa. Isso não é inclusão! É abandono operacional.
Fluxo de inclusão é o mapa que organiza o caminho que a pessoa autista percorre dentro do município. É ele que define quem faz o quê, quando, como e com qual objetivo. É esse fluxo que previne a perda de informações, a fragmentação do cuidado e a sensação de desamparo.
Quando existe fluxo, ninguém fica empurrando responsabilidade. Tudo tem direcionamento. Tudo tem ordem. Tudo tem começo, meio e continuidade.
Municípios que constroem fluxo de inclusão não sobrecarregam famílias. ao contrário, eles protegem as famílias e entregam dignidade.
Porque inclusão é cuidado organizado, e não improvisação emocional.
