Muitos municípios querem construir políticas de inclusão educacional baseadas apenas em reuniões técnicas, indicadores e documentos. E sim: isso é necessário, mas nem de longe é a melhor opção. 

Existe um problema de origem quando os gestores não incluem na mesa a voz de quem vive a realidade na pele. Isso porque as mães trazem dados qualitativos que relatório algum vai mostrar.

O erro é achar que elas são tão somente afetadas pela política pública. Mas, na prática, as mães são fontes de diagnóstico vivo, a base para o sucesso das ações. Elas enxergam onde dói, onde falha, onde o atendimento trava.

Apenas quando um gestor escuta as mães, é que ele entende o fluxo real,  descobre gargalos, atravessamentos, tempos de espera, barreiras invisíveis e absurdos operacionais que comprometem as políticas públicas. 

Um gestor inteligente é aquele que constrói política pública com base em evidência técnica, sim! Mas também aquele que valida as decisões ouvindo as mães, porque quem está no território conhece a realidade muito antes das planilhas.

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